Publicidade

Jogatina

por André Conti

Perfil O jornalista André Conti é editor de quadrinhos da Companhia das Letras e colunista da Folha

Perfil completo

O download é seu

Por André Conti
04/07/12 02:15

Se você já se forçou a ler um daqueles “end-user license agreements” que costumam acompanhar jogos e aplicativos, sabe o quanto está cedendo ao clicar no “eu aceito” que libera a instalação do programa. Embora a legalidade dos EULAs seja bastante discutida, eles servem como um guarda-chuva de processos, permitindo que as empresas expulsem jogadores de serviços online, implementem medidas anti-pirataria nefastas e limitem o controle do usuário sobre o jogo que comprou. No caso de títulos sem mídia física, por exemplo os adquiridos pela PSN e Live, mas também Steam, Origin e congêneres, é quase um aluguel de luxo. Como as EULAs podem ser atualizadas a qualquer momento — e quem baixa aplicativos no iPhone sabe do que estou falando —, a “posse” de um jogo se torna um conceito ambíguo e maleável.

Pois eis que vejo no Rock, Paper, Shotgun: a corte da União Europeia decidiu que jogos comprados online podem ser revendidos. Num momento em que as fabricantes de consoles tentam impedir a venda de cópias físicas dos jogos, por conta do enorme mercado de usados, é uma vitória e tanto. O divertido é que o parecer da corte foi emitido num processo da Oracle contra um site que revendia licenças da empresa. Se for implementado, é uma mudança gigantesca do mercado de vendas digital. Como sabemos que a alternativa funciona, resta saber de que maneira as gigantes do ramo vão implementar a mudança. Infelizmente, estamos de fora por tempo indeterminado.

0
  • Comentários
  • Facebook

Os comentários pelo formulário foram fechados para este post!

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Folha Shop